Investiture of the new board of OAB Pernambuco honors the entity’s 90th anniversary and launches unpublished census in the country

Investiture of the new board of OAB Pernambuco honors the entity’s 90th anniversary and launches unpublished census in the country | Inteligência Social para o Desenvolvimento Sustentável

The festive inauguration of the new leaders of the Brazilian Bar Association in Pernambuco (OAB-PE) for the triennium 2022-2024 took place this Wednesday (11) in Recife, bringing together lawyers from the subsections of the state at the Guararapes Theater, in the Center of Conventions. Fernando Ribeiro Lins and Ingrid Zanella, from the ‘OAB Mais Unida’ ticket, took over the OAB in January this year, after winning the category elections in November 2021. The new board announced the launch of the Censo da Advocacia Pernambucana, a pioneering initiative of the OAB-PE, which will serve as a model for other states and for the national one to outline the profile of advocacy in Brazil. The inauguration was attended by the president of the Federal Council of the OAB, Beto Simonetti, in addition to the governor Paulo Câmara, the mayor of Recife, João Campos, and other authorities.

The Censo da Advocacia Pernambucana, managed by OXY.SOCIAL and coordinated by Mr. Rafael Sales, consists of a mapping that traced profiles of the class taking into account training, professional experiences, gender, race and other sociodemographic characteristics.

Investiture of the new board of OAB Pernambuco honors the entity’s 90th anniversary and launches unpublished census in the country | Inteligência Social para o Desenvolvimento Sustentável

“The data that we present here were worked with the same methodology that the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE) adopts for the population census”, informed Fernando Lins. For the president of the National Bar Association, Beto Simonetti, the census “is imperative. We are working on a project that will involve the whole of Brazil. It is in the planning phase to carry out a type of census where we will know more about the reality of the law in our country”.

In the first four months of management, Fernando and Ingrid have already managed to get some of the proposals presented during the campaign off paper. Of a total of 20 actions planned, some have already been fully contemplated, such as the creation of the Nucleus for the Defense of the Prerogatives of Women Lawyers; credit boomerang; gender parity in committees; and the quota of at least 30% of blacks in the formation of the six-fold list for the appointment of judges for local courts, the Quinto Institucional.

Another measure, which directly affects the lawyers’ pockets, was the reduction of the annuity rate, which is among the lowest in the country. “Lawyers, like all other areas, went through a very difficult time because of the pandemic. There was considerable impoverishment in our class. Therefore, we hope to give strong support to our lawyers from Cais ao Sertão”, said Fernando Lins.

Still in the package of proposals that became actions, the new board started the Legal Advocacy program, which pays off debts with discounts that can reach 100% in charges; to the first Student Relations Committee of OAB Pernambuco; work to regulate dative advocacy; follow-up of the STJ’s decision on fees and the partnership with the Childhood Court. Among the prerogatives, the OAB-PE has been working to expand the opening hours at the Secretariat of Human Rights; improve access to pregnant lawyers in the TJPE; and open a new service channel called Prerogativas Atende.

According to the vice president-elect, Ingrid Zanella, the new management renews the goal of making an OAB increasingly empathetic and representative. “Our OAB is open to women, young people, blacks, these are already included in our Institutional Quintuple parity, allowing our sextuple list to have gender parity and racial quota”. Governor Paulo Câmara reinforced the role of the entity for Pernambuco society. “It’s been 90 years serving Pernambuco. The OAB has a duty to continue looking out for justice for people, in addition to its commitment to help maintain a democratic state of rights,” he said.

OAB-PE vai faz censo da advocacia no estado

censo oab rafael sales

Projeto foi apresentado ontem à noite durante a posse festiva do presidente Fernando Ribeiro Lins e da diretoria, que assumiram em janeiro deste ano

Por Tádzio Estevam
politica@diariodepernambuco.com.br

A posse festiva dos novos dirigentes da Ordem dos Advogados do Brasil em Pernambuco (OAB-PE) para o triênio 2022-2024 aconteceu ontem no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções. Fernando Ribeiro Lins e Ingrid Zanella, da chapa ‘OAB Mais Unida’, assumiram a OAB em janeiro deste ano, após terem vencido as eleições da categoria em novembro de 2021. A nova diretoria anunciou o lançamento do Censo da Advocacia Pernambucana, uma iniciativa pioneira da OAB-PE, que servirá de modelo para outros estados e para a nacional traçarem o perfil da advocacia no Brasil. A posse contou com a presença do presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, além do governador Paulo Câmara, e do prefeito do Recife, João Campos.

O Censo da Advocacia Pernambucana consiste em um mapeamento que traçou perfis da classe levando em conta a formação, as experiências profissionais, o gênero, a raça e outras características sociodemográficas. “Os dados que apresentamos aqui foram trabalhados com a mesma metodologia que o IBGE adota para o Censo populacional”, informou Fernando Lins. “Estamos trabalhando em um projeto que envolverá o Brasil inteiro. Ele está em fase de planejamento para fazer um tipo de recenso onde conheceremos mais a realidade da advocacia do nosso país”, disse o presidente da OAB Nacional, Beto Simonetti.

A pesquisa foi realizada pela OXY.SOCIAL, sob coordenação de Rafael Sales. “Somente conhecendo a nossa classe é possível trabalhar iniciativas que façam da nossa Instituição a casa de toda a advocacia”, declarou o diretor presidente da OAB-PE.


Novidades


Nos primeiros quatro meses de gestão, Fernando e Ingrid conseguiram tirar do papel algumas propostas apresentadas durante a campanha, como a criação do Núcleo de Defesa das Prerrogativas da Mulher Advogada; Crédito Bumerang; a paridade de gêneros nas comissões; e da cota de pelo menos 30% de negros na formação da lista sêxtupla para a indicação de desembargadores para os tribunais locais, o Quinto Institucional. Outra que mexe diretamente no bolso dos advogados foi a diminuição da taxa de anuidade que está entre as menores do país.

“A advocacia viveu, assim como todas as outras áreas, um momento muito difícil por causa da pandemia. Por isso, esperamos dar um apoio forte aos nossos advogados e advogadas do Cais ao Sertão”, disse Fernando Lins.

De acordo com a vice-presidente eleita, Ingrid Zanella, a nova gestão renova a meta de fazer uma OAB cada vez mais empática e representativa. “A nossa OAB está de portas abertas para mulheres, jovens, negros, estes, inclusive, já constam na nossa paridade do Quíntuplo Institucional, possibilitando que a nossa lista sêxtupla tenha paridade de gênero e cota racial”.

O governador Paulo Câmara reforçou o papel da entidade para a sociedade pernambucana. “Já são 90 anos servindo a Pernambuco. A OAB tem o dever de continuar olhando pela justiça das pessoas, além do compromisso de ajudar a manter o estado democrático de direito”, disse.

Fonte: Jornal Diário de Pernambuco

OAB-PE lança censo para traçar perfil da advocacia no estado

Censo OAB-PE

Iniciativa servirá de modelo para outros estados e para a nacional traçarem o perfil da advocacia no Brasil.

No comando da OAB Pernambuco desde janeiro, a diretoria comandada pelo presidente Fernando Ribeiro Lins e a vice-presidente Ingrid Zanella realiza, nesta quarta-feira (11), a cerimônia oficial de posse, adiada por conta da Covid-19. O evento acontece no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, a partir das 18h30, e será prestigiado, entre outras autoridades, pelo presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti. Na ocasião, será lançado o Censo da Advocacia Pernambucana, uma iniciativa pioneira da OAB-PE, que servirá de modelo para outros estados e para a nacional traçarem o perfil da advocacia no Brasil.

Os 90 anos da OAB-PE, entidade fundada em oito de fevereiro de 1932, período em que a maioria das Ordens foram instituídas pelo Brasil, ganharão destaque na solenidade. Serão realizadas  homenagens aos ex-presidentes que ajudaram a construir a história de uma instituição que não é importante apenas para a advocacia, mas que cumpre um papel de grande representatividade junto à sociedade.

À frente da OAB-PE desde 1º de janeiro de 2022, para o mandato do triênio que seguirá até 2024, a atual gestão aguardou um momento mais seguro, com a queda de todos os índices da pandemia, para realizar outras atividades significativas: o 1° Colégio de Presidentes de Subseções do triênio, com a presença das 25 subseccionais, teve início nesta terça (10)  e será encerrado no final da manhã desta quarta-feira, em grande estilo.

CENSO

A pesquisa será apresentada por Juliane Lima, no Colégio de Presidentes, e foi realizada pela OXY.SOCIAL, sob coordenação de Rafael Sales. Além de Beto Simonetti, também participará do encontro o vice-presidente, Rafael Horn, que ficará à frente da iniciativa nacional para extensão desse estudo.

Fernando Ribeiro Lins ressalta a importância do conhecimento como poder transformador da sociedade. “Somente conhecendo a nossa classe é possível trabalhar iniciativas que façam da nossa Instituição a casa de toda a advocacia”, declarou.

O mapeamento feito traça os perfis levando em conta a formação, as experiências profissionais, o gênero, a raça e outras características sociodemográficas. “Os dados que apresentamos aqui foram trabalhados com a mesma metodologia que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) adota para o Censo populacional”, informou Fernando.

Os dados do Censo reforçam a necessidade de medidas que valorizem a paridade de gênero e a cota racial. Outro ponto destacado é a constante defesa das prerrogativas, algo presente nas últimas gestões da OAB Pernambuco e que conta com uma atenção especial da atual diretoria. Os primeiros quatro meses foram de muito trabalho e presença no interior do estado, inclusive com a realização de dois desagravos públicos, em Pesqueira e Afogados da Ingazeira.

Em uma sessão histórica, a OAB Pernambuco também aprovou adequar as diretrizes sobre paridade de gêneros e cota racial para as eleições diretas das listas sêxtuplas para vagas de desembargador nos Tribunais locais, o Quinto Constitucional. A proposta foi iniciativa da própria diretoria da OAB-PE.

Segundo o texto aprovado pelos Conselheiros, quando houver a próxima votação para a composição da lista sêxtupla, serão destinadas três vagas para advogadas e três vagas para advogados. Entre os três candidatos mais votados de cada gênero, se um deles for preto ou pardo(a) estará atendida a cota racial de 30%. Caso contrário, o candidato e candidata preto(a) ou pardo(a) mais votado(a) ocupará a terceira vaga de cada gênero. Cada candidato(a) irá preencher sua autodeclaração racial, que será submetida a uma banca de heteroidentificação.

Fonte: Jornal Diário de Pernambuco

O que é um Laboratório de Inovação?

laboratórios de inovação

Por Brehner Paiva

Estamos acostumados a lembrar de biologia, química e física quando ouvimos a palavra laboratório, porém a palavra “laboratório” significa um ambiente cuja finalidade é a experimentação de soluções independentemente da área que se aplica. Assim, quando falamos de “laboratório de inovação”, queremos dizer que é um espaço no qual experimenta-se soluções inovadoras para diversas áreas, como a gestão.

Os Laboratórios de Inovação são estruturas pensadas para gerar condições favoráveis para que a inovação ocorra, estimulando a reflexão, a pesquisa, a prototipagem de ideias, o intercâmbio de boas práticas, a realização de cursos de capacitação e formação, o desenvolvimento de soluções de interesse de uma gestão moderna, inovadora e resolutiva e, no limite, a projeção de tendências para a melhoria das políticas e serviços ofertados.

DE QUE FORMA A SOLUÇÃO DE PROBLEMAS OCORRE?

Uma das principais características de um Lab de Inovação é o foco no usuário, a sistematização do conhecimento da equipe e a capacidade de conectar pessoas e estruturas para construção de soluções. Isso ocorre através da troca de experiências exitosas entre profissionais qualificados de diferentes áreas, permitindo a multidisciplinaridade como ponto principal para que soluções inovadoras possam surgir em diferentes setores do tecido social. Desse modo, o principal objetivo de um laboratório de inovação é solucionar problemas da maneira mais eficiente possível. A solução dos problemas que o laboratório de inovação vai buscar pode estar:

• Na criação de novos produtos;

• Na criação de novos serviços;

• Na reformulação de processos;

Essas melhorias podem ser incrementais ou disruptivas. A primeira se refere ao aumento da produtividade interna da organização, enquanto a segunda pode acarretar no desenvolvimento de um modelo de negócio totalmente novo. Estes fatores ocorrem devido aos laboratórios permitirem uma visão completa dos problemas existentes nas organizações, sejam elas públicas ou privadas de qualquer ordem.

COMO DEVE SER UM LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO?

Para que um laboratório de inovação possa atingir com êxito seus objetivos ele precisa ser espaçoso, estimulante, integrado, tecnológico e orgânico, permitindo a concentração, a colaboração, a aprendizagem e a socialização. A necessidade de um ambiente como esse existe porque os profissionais precisam estar bem envolvidos para ampliação do conhecimento. Assim, o time do laboratório de inovação pode trabalhar analisando os dados quantitativos e qualitativos do local em que o laboratório será alocado, registrando as informações.

COMO ELE SURGE?

Um laboratório de inovação surge a partir de quatros principais pontos:

Imersão, na qual os profissionais ficam imersos no contexto organizacional da instituição em que se pretende construir o laboratório de inovação;

Ideação, em que ocorre a troca de ideias e experiências buscando pensar em soluções específicas para cada problema;

Prototipagem, nesta fase é quando se testas as soluções pensadas na fase anterior afim de evitar a implementação de algo ineficaz;

Implementação, fase em que o laboratório é finalmente implementado e as soluções começam a ser criadas e também colocadas em prática.

OS LABORATÓRIOS DE INOVAÇÃO SÃO TODOS IGUAIS?

Não. Existem diversos modelos de laboratórios de inovação, os quais são escolhidos de acordo com a finalidade do laboratório, sendo o modelo de consultoria o mais comum, uma vez que o trabalho é feito a partir de uma empresa que vai planejar o laboratório de inovação de acordo com o desejo da instituição que contratá-la. O modelo usado no laboratório de inovação também depende dos recursos disponíveis pela organização que deseja construí-lo, pois de acordo com o intuito dele a questão financeira é ímpar para sua viabilidade.

QUAIS AS VANTAGENS DE UM LABORATÓRIO DE INOVAÇÃO?

A implementação do laboratório de inovação na organização trará benefícios e vantagens como:

• Soluções inovadoras que serão multidepartamentais, ou seja, vão atingir mais de um departamento da organização na qual o laboratório estiver instalado;

• Redução de custos;

• Soluções baseadas na utilização de protótipos, isto é, desenvolver soluções e testá-las, se funcionarem são continuadas, senão são descartadas;

• Auxiliar o administrador da organização a tomar decisões mais fáceis;

• Consolidação do empreendedorismo, uma vez que a organização passa a ter processos mais eficientes;

• A marca da empresa passa a ser associada à tecnologia e inovação, o que nos dias atuais é algo que chama atenção dos clientes;

Agora que você sabe o que é um laboratório de inovação, conta pra gente nos comentários o que você achou e se você já tinha ouvido falar desse tipo de processo!

Censo da Advocacia Pernambucana segue em ritmo acelerado

Censo da Advocacia Pernambucana

O processo é aberto a toda a advocacia, bem como para estagiários e estagiárias com registro na OAB-PE

A OAB-PE, em conjunto com a Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (Caape), segue avançando com o Censo da Advocacia Pernambucana. A iniciativa é resultado de um pleito antigo da classe e colocado em pauta neste momento tão importante para a sociedade. A coleta das informações é realizada por meio de um questionário on-line e fica sob a responsabilidade da empresa OXY Pesquisa & Desenvolvimento Social, que utiliza as medidas de segurança previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e garante a confidencialidade dos dados pessoais.

O processo é aberto a toda a advocacia, bem como para estagiários e estagiárias com registro na OAB-PE. O recenseamento vai colher e analisar dados que vão permitir conhecer o perfil e as necessidades dos advogados e advogadas ligados à seccional. A participação é facultativa, mas quem participa ajuda a fortalecer as ações da seccional a longo prazo em defesa da classe. Os dados coletados ajudarão no planejamento e na formatação de ações estratégicas que irão beneficiar toda a advocacia.

Para o presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, a participação da advocacia é essencial. “O censo é uma forma direta e eficaz de conhecermos a fundo a realidade da nossa advocacia. A partir desse resultado, conseguiremos realizar ações mais efetivas e diretas, trabalhando dentro das necessidades dos nossos inscritos. Estamos chamando, conscientizando e argumentando com todos e todas para que toda a advocacia pernambucana seja beneficiada com os resultados”, destacou.

Fernando Ribeiro Lins, presidente da CAAPE, destaca que esse é um momento histórico para a advocacia. “É uma imensa satisfação para a CAAPE participar desse ato, juntamente com a OAB-PE. Sabendo o quanto essas ações são importantes para valorizar cada vez mais nossos advogados e advogadas”, reforçou.

Responda ao Censo

O questionários está disponível para respostas on-line e leva, em média, 6 a 8 minutos. Você pode acessá-lo atraves do link: Censo da Advocacia Pernambucana.

Fonte: Portal Pizón

O que é Censo e pra quê serve?

Censo

Por Débora Lira

O processo de coleta e análise de dados é fundamental para formular serviços e desenhar políticas públicas: é através dele que conhecemos a população ou os grupos sociais que queremos atingir.

Existe uma variedade de métodos que podem ser utilizados nesse processo. Métodos quantitativos são amplamente adotados porque permitem a observação de diferenças e padrões estatísticos em grandes bancos de dados que pode conter, por exemplo, informação sobre pessoas ou outros processos. Neste campo, dois tipos de pesquisa bastante populares: pesquisas de censo e pesquisas amostrais.

O que é o censo e a pesquisa amostral?

O censo é um tipo de pesquisa onde todos os indivíduos de uma população-alvo são entrevistados. O objetivo do censo é adquirir informação profunda sobre toda a população, diminuindo ao máximo a margem de erro da pesquisa (o quanto os dados coletados se diferenciam da realidade). Um importante exemplo é o Censo Demográfico, realizado pelo IBGE a cada 10 anos para coletar informações sobre as condições de vida da população em todos os municípios brasileiros.

Censo

Já pesquisas amostrais são aquelas onde apenas uma parcela da população-alvo é entrevistada, sendo essa parcela definida como a amostra da pesquisa. Nesta categoria, os(as) pesquisadores(as) precisam se preocupar com fatores como tamanho da amostra e intervalo de confiança, por exemplo, para minimizar a margem de erro da pesquisa e torná-la o mais confiável possível.

A Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (PNAD Contínua) é também um exemplo famoso de pesquisa amostral. Ela é conduzida pelo IBGE para obter informação sobre as flutuações e evoluções da força de trabalho e outras informações necessárias para o estudo do desenvolvimento socioeconômico do país.

Vantagens e desvantagens

Tanto o censo quanto a pesquisa amostral buscam quantificar e mensurar fenômenos sociais. Ambos são boas alternativas de pesquisa, mas é importante também estar atento(a) às vantagens e desvantagens de cada um.

Como citado anteriormente, a capacidade dos dados de representar a realidade é uma questão importante na hora de pensar nesses dois tipos de pesquisa. O censo tende a contar com uma maior capacidade de representar a realidade porque entrevista todas as pessoas que compõem a população-alvo. Já as pesquisas amostrais precisam contar com um pouco mais de cuidado nas elaborações das suas amostras, uma vez que estão representando apenas uma parcela da população-alvo. Assim, é importante considerar pontos como taxa de não resposta, vieses de seleção, e erros de cobertura.

Outra diferença fundamental está relacionada ao custo de realização. O censo entrevista todas as pessoas da população-alvo, sendo então um tipo de pesquisa altamente custosa em termos de recursos financeiros e humanos: é necessário muito dinheiro e pessoas para realizar as entrevistas. Além disso, o censo também leva um tempo considerável para ser realizado, devido à quantidade de entrevistados.

Esse é na verdade um dos motivos principais para o surgimento de pesquisas amostrais. Em muitos casos, não há recursos nem tempo suficiente para entrevistar toda a população-alvo. Ao invés disso, entrevistamos uma parcela da população (amostra) através da qual podemos, até certo ponto, propor algumas generalizações para a população-alvo investigada.

Censo da Advocacia Pernambucana

Saiba um pouco mais sobre o Censo da Advocacia Pernambucana que está sendo realizado pela OXY.SOCIAL para a OAB-PE: clique aqui.

Referências

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo Demográfico. Disponível em: <https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/25089-censo-1991-6.html?=&t=o-que-e>. Acesso em: 28 jun. 2021.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). PNAD Contínua – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/habitacao/17270-pnad-continua.html?=&t=o-que-e. Acesso em: 28 jun. 2021.

Censo da Advocacia pernambucana começa próximo dia 28 e será on-line

Censo da Advocacia Pernambucana

A OAB-PE, juntamente com a Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (Caape), darão início, na próxima segunda-feira (28), ao Censo da Advocacia Pernambucana. O processo será todo por meio de um questionário on-line e ficará sob a responsabilidade da empresa contratada para o projeto, a OXY.Social, utilizando as medidas de segurança previstas na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e garantindo a confidencialidade dos dados pessoais. Ele será aberto à toda a advocacia e estagiários/as com registro na OAB-PE. O recenseamento vai colher e analisar dados que vão permitir conhecer o perfil e as necessidades dos advogados e advogadas ligados à seccional.

O censo é um antigo pleito da advocacia que agora será colocado em prática. A participação é facultativa, mas quem participa ajuda a fortalecer as ações da seccional a longo prazo em defesa da classe. Os dados coletados ajudarão no planejamento e na formatação de ações estratégicas que irão beneficiar toda a advocacia.

O link para acessar o questionário estará disponível no site da OAB-PE. Sendo um estudo on-line, a empresa responsável pelo censo tomou os cuidados para que não haja respostas em duplicidade do mesmo endereço de IP ou login. As perguntas versam, em linhas gerais, sobre desafios profissionais e áreas de atuação da advocacia. O tempo estimado para respondê-lo é de seis minutos.

A participação de todos é importante para a construção de uma OAB-PE cada vez mais forte, atuante e sintonizada com a advocacia pernambucana.

Fonte: OAB-PE

OXY.SOCIAL realiza 1º Censo da Advocacia Pernambucana

Censo da Advocacia Pernambucana

A OAB-PE, juntamente com a Caixa de Assistência dos Advogados de Pernambuco (Caape), irá promover o primeiro censo da advocacia pernambucana. O termo para iniciar os trabalhos foi assinado nesta sexta-feira (30/04) com as presenças do presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, do presidente da Caape, Fernando Ribeiro Lins, e a diretora da Caape Juliane Lima. O recenseamento vai colher e analisar dados que vão permitir conhecer o perfil e as necessidades dos advogados e advogadas ligados à seccional.

As informações serão coletadas pela empresa contratada Oxy.Social, utilizando as medidas de segurança, garantindo a confidencialidade dos dados pessoais.

O presidente da OAB-PE, Bruno Baptista, destacou a importância do ato. “Esse censo da advocacia pernambucana vai nos permitir conhecer melhor todos os nossos advogadas e advogados, possibilitando a construção de políticas mais específicas para cada segmento”.

Para o presidente da Caape, Fernando Ribeiro Lins, esse é um momento histórico para a advocacia. “É uma imensa satisfação para a CAAPE participar desse ato, juntamente com a OAB-PE. Sabendo o quanto essas ações são importantes para valorizar cada vez mais nossos advogados e advogadas.”

Segundo Rafael Sales, sócio da empresa e coordenador responsável pela pesquisa, a metodologia aplicada seguirá os dispositivos da Lei Geral de Proteção de Dados, além de outras normas aplicáveis. “Nosso trabalho de pesquisa segue sempre rigorosos processos metodológicos para garantir a fidedignidade dos dados, bem como o sigilo e a confidencialidade dos dados pessoais dos respondentes. Todas as informações serão utilizadas para fins exclusivamente de pesquisa e, a partir da análise, subsidiar a melhoria dos serviços prestados pela OAB-PE a seus associados”.

No ato de assinatura, também esteve presente a secretária da Comissão de Igualdade Racial da seccional, Débora Gonçalves.

Segundo Juliane Lima, a Caape já vinha realizando trabalhos de pesquisas direcionados a temáticas sociais, e a assinatura só veio reforçar, de forma simbólica, este compromisso. “Hoje, através desse ato simbólico de assinatura, faço um convite a todos os advogados e advogadas que participem do censo, um momento muito importante para conhecermos mais a fundo a realidade socioeconômica de todos que atuam na classe”.

Fonte: OAB-PE

5 coisas que COVID-19 nos ensinou sobre desigualdade

5 coisas que COVID-19 nos ensinou sobre desigualdade | Inteligência Social para o Desenvolvimento Sustentável

A pandemia COVID-19 colocou em relevo as desigualdades socioeconômicas. Do acesso à saúde e espaços verdes, ao trabalho e educação, aqui estão cinco áreas da sociedade onde o coronavírus mostrou disparidades reais.

1. Acesso a espaços verdes

Estudos têm demonstrado o benefício dos espaços verdes para nossa saúde mental e física . E, com milhões em várias formas de bloqueio, o acesso desigual a esses espaços se tornou um tema importante.

Uma pesquisa recente na África do Sul mostrou que os bairros ‘brancos’ estão 700m mais próximos dos parques públicos e têm 12% mais cobertura de árvores do que as áreas com residentes predominantemente negros.

Enquanto isso, um estudo de 2017 na Alemanha destacou as desigualdades no acesso a espaços verdes urbanos em relação a renda, idade, educação e número de crianças nas famílias.

E um estudo de 2010 verificou-se que as enfermarias mais carentes no Reino Unido tinham, em média, apenas um quinto da área de espaço verde disponível para as enfermarias mais ricas.

2. Acesso e resultados de saúde

A pandemia destacou as desigualdades no acesso a cuidados de saúde e resultados de saúde para diferentes grupos.

Pesquisas na Europa mostraram que, mesmo em sistemas de saúde comparativamente bem desenvolvidos, persiste a desigualdade no acesso aos serviços de saúde. Um relatório de 2018 da Comissão Europeia  afirma: “os quintis de rendimentos mais baixos estão entre os grupos mais desfavorecidos em termos de acesso efetivo aos cuidados de saúde”.

O relatório destaca questões como gênero, raça e situação de residência, com mulheres e migrantes enfrentando dificuldades específicas.

A sindemia de COVID-19, doenças não transmissíveis (DCNT) e os determinantes sociais da saúde (adaptado de Singer e Dahlgren e Whitehead).
Os determinantes sociais da saúde. Imagem: Journal of Epidemiology & Community Health, adaptado de Singer e Dahlgren e Whitehead

Significativamente, a pandemia destacou o impacto das condições socioeconômicas sobre a saúde. Como explica a Organização Mundial de Saúde , “há ampla evidência de que fatores sociais, incluindo educação, situação de emprego, nível de renda, gênero e etnia têm uma influência marcante sobre o quão saudável uma pessoa é”.

pesquisas iniciais no Reino Unido , por exemplo, mostraram que grupos étnicos minoritários foram afetados de forma desproporcional pelo COVID-19. Um padrão semelhante também surgiu nos Estados Unidos .

Essas disparidades dentro dos países somam-se às desigualdades que existem entre os países. Por exemplo , 95% das mortes por tuberculose ocorrem no mundo em desenvolvimento e a expectativa de vida global pode variar em até 34 anos.

Oitenta e sete por cento das mortes prematuras devido a doenças não transmissíveis (DNTs) ocorrem em países de baixa e média renda . E, em muitos desses países, o custo dessas doenças leva as pessoas à pobreza, prejudicando o desenvolvimento e exacerbando os problemas de saúde.

Para obter mais informações sobre a pandemia COVID-19 e as desigualdades na saúde, leia este ensaio no Journal of Epidemiology & Community Health .

3. A exclusão digital

Milhões de trabalhadores e crianças em idade escolar foram mandados para casa, forçados a trabalhar remotamente por bloqueios e regras de distanciamento social.

Mas, isso destacou lacunas no acesso à tecnologia e à internet.

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A imagem global.Imagem: Visual Capitalist

Por exemplo, cerca de 50% das pessoas (ou seja, mais de 600 milhões de indivíduos) na Índia não têm acesso à Internet .

E em muitos países africanos, a porcentagem é muito maior. Para esses milhões de pessoas, o trabalho remoto ou a educação são pouco mais do que uma fantasia. Na Índia, as aulas foram ministradas por alto-falantes em algumas áreas rurais.

E também há uma disparidade significativa dentro dos países. Tome os EUA por exemplo, onde as diferenças persistem ao longo de renda, idade, raça e linhas urbano / rural. Por exemplo, de acordo com o Pew Research Center , 15% dos adultos nas áreas rurais dizem que não usam a internet, em comparação com 9% nas áreas urbanas. Enquanto isso, 8% dos brancos dizem o mesmo, em comparação com 15% dos negros.

These Indian teachers found an innovative way to keep pupils learning during coronavirus lockdowns

Teaching with a twist. 📕 Read more: https://bit.ly/3i5qkFe

Posted by World Economic Forum on Thursday, 6 August 2020

E o COVID-19 exacerbou isso. Os pais com rendas mais baixas eram muito mais propensos do que aqueles com rendas mais altas a dizer que seus filhos enfrentarão ‘obstáculos digitais’ durante a pandemia.

Bloqueio educacional nos EUA Divisão digital nos Estados Unidos, tecnologia de lição de casa, internet
As divisões ao longo das linhas de renda persistem nos EUA.Imagem: Pew Research Center

Você pode ler mais sobre uma iniciativa da Microsoft para lidar com essa divisão aqui .

4. Empregos em um mundo virtual

Também existe um fosso digital em jogo para os adultos – tanto entre países como dentro deles. Os dados sugerem que a proporção de pessoas que trabalham em casa está intimamente ligada à penetração da Internet.

Nota: trabalhadores agrícolas omitidos no gráfico abaixo)

cálculos do autor a partir dos dados do Inquérito Europeu sobre as Condições de Trabalho de 2015 e dos Indicadores de Desenvolvimento Mundial.
Conectividade é a chave .Imagem: UN University, cálculos da Pesquisa Europeia das Condições de Trabalho 2015 e dados dos Indicadores de Desenvolvimento Mundial.

E aqueles com conexões de Internet ruins em casa, mesmo em países com altos níveis de acesso à Internet, acharão difícil lidar com um novo mundo virtual de videoconferência.

Mas, existem outras desigualdades em jogo também.

Trabalhadores com maior escolaridade e qualificação têm maior probabilidade de trabalhar em ocupações onde o trabalho remoto é uma possibilidade, de acordo com uma pesquisa na Holanda.

Trabalho remoto trabalho de casa desigualdade de nível de educação
Lições para aprender.Imagem: Institute of Labor Economics

Como resultado, os trabalhadores menos qualificados estão mais sujeitos a perdas de empregos ou redução de horas.

Um estudo na Alemanha mostrou um padrão semelhante , com aqueles com rendas mais altas tendo mais oportunidades de fazer trabalho remoto.

O economista de Stanford, Nicholas Bloom, acredita que essa tendência está “gerando uma bomba-relógio para a desigualdade”.

Em uma sessão de perguntas e respostas com a universidade, ele explicou o impacto de sua pesquisa sobre o impacto social do trabalho em casa:

Nossos resultados mostram que funcionários mais instruídos e com salários mais altos têm muito mais probabilidade de trabalhar em casa – portanto, eles continuam a receber salários, desenvolver suas habilidades e avançar em suas carreiras. Ao mesmo tempo, aqueles que não podem trabalhar em casa – seja por causa da natureza de seus empregos ou porque não têm espaço adequado ou conexões com a Internet – estão sendo deixados para trás. Eles enfrentarão perspectivas sombrias se suas habilidades e experiência de trabalho se desgastarem durante uma paralisação prolongada e depois.—Nicholas Bloom

Você pode ler essas perguntas e respostas na íntegra aqui .

5. Acessibilidade e deficiência

Muitas pessoas com deficiência foram afetadas de forma desproporcional durante a pandemia.

Pesquisas no Reino Unido mostraram que dois terços das pessoas com deficiência visual sentem que se tornaram menos independentes desde o início do bloqueio.

E, também no Reino Unido, mais de dois terços das mortes de COVID-19 foram de pessoas com deficiência.

Entre aqueles com idade entre 9 e 64 anos, as diferenças relativas entre os deficientes e não deficientes eram maiores
Taxas de mortalidade padronizadas por idade para mortes envolvendo COVID-19, por deficiência e sexo, em pessoas com idade entre 9 e 64 anos, Inglaterra e País de Gales, 2 de março a 15 de maio de 2020.Imagem: Office for National Statistics

A OMS também alertou sobre os riscos que as pessoas com deficiência enfrentam durante a pandemia, incluindo um risco aumentado de desenvolver doenças graves. O distanciamento social também pode ser difícil para esses grupos devido à necessidade de cuidados e apoio adicionais.

Interrupções em serviços essenciais também podem colocar as pessoas em risco.

Mas, isso não é nada novo. A OMS explica que “as pessoas com deficiência apresentam piores resultados de saúde, têm menos acesso à educação e oportunidades de trabalho e têm maior probabilidade de viver na pobreza do que as pessoas sem deficiência”.

Por exemplo, em toda a UE, menos de uma pessoa em cada duas com dificuldades de atividade básica está empregada, de acordo com o Eurostat .

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O desafio enfrentado na Europa.Imagem: Eurostat

E, de maneira significativa no contexto da pandemia, as pessoas com deficiência podem enfrentar barreiras no acesso a serviços essenciais – incluindo saúde. A OMS informa sobre uma pesquisa com pessoas com transtornos mentais graves. Entre 35-50% nos países desenvolvidos e 76-85% nos países em desenvolvimento não receberam nenhum tratamento no ano anterior.

A pandemia e a resposta do COVID-19 trouxeram desigualdades sistêmicas pré-existentes como essas – e a necessidade de combatê-las – em foco.

Em resposta, a plataforma UpLink do Fórum Econômico Mundial lançou o COVID Social Justice Challenge , uma competição para encontrar ideias e soluções que enfrentam as desigualdades e injustiças sociais na resposta e recuperação do COVID.

Por Joe Myers , para Fórum Econômico Mundial.

Como medir o desenvolvimento das Cidades?

Como medir o desenvolvimento das Cidades? | Inteligência Social para o Desenvolvimento Sustentável

Por Rafael dos Santos F. Sales

Entre 2000 e 2015, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (Millennium Development Goals) concentraram esforços globais em direção a metas específicas relacionadas a pobreza, fome, doenças, escolaridade não atendida, desigualdade de gênero e degradação ambiental. Em um conjunto de oito objetivos buscou-se estabelecer metas objetivas mensuráveis ​​e com prazo determinado para promover a conscientização global, políticas de responsabilidade, métricas aprimoradas, feedback social e pressões públicas[i].  Embora a estratégia tenha conseguido grandes avanços, com níveis de progresso variável entre objetivos, países e regiões, uma crítica central se referia a falta de atenção dada à geração de evidências sobre realizações e aprendizado alcançado[ii].

Após a Rio+20, foram adotados os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (Sustainable Development Goals). Organizados em torno de 17 objetivos interconectados, os ODS propõem uma agenda de transformação social tendo o ano de 2030 como horizonte.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ONU.

Ao todo, os 17 ODS se desdobram em 170 objetivos específicos e 230 indicadores, que detalham as métricas e as nuances particulares dos temas tratados. São, portanto, aspiracionais, indicando a direção para se alcançar “o mundo que queremos”[iii].

Medição do Desenvolvimento

Um dos maiores desafios para implementação de políticas públicas bem sucedidas é a medição da mudança que está a ser implementada. As principais metodologias nesse contexto são o monitoramento e a avaliação. Tendo como base o uso de evidências, eles fornecem o ferramental necessário para verificar e melhor a qualidade, a eficácia e a efetividade das políticas públicas em suas várias etapas de implementação.[iv].

O monitoramento é um processo contínuo de acompanhamento de determinada ação através de dados para orientar a gestão e a toma de decisões, seja da política pública ou do programa social. As avaliações, por sua vez, são análises periódicas e objetivas de uma política pública, projeto ou programa, em andamento ou concluído. As avaliações visam responder perguntas específicas, endereçadas a implementação em si ou aos resultados[v].

Embora o monitoramento seja importante, não é suficiente. É crucial também avaliar as políticas, estratégias e programas, produzindo evidências acerca dos resultados e impactos gerados ou não. Tais evidências são úteis não apenas para demonstrar a responsabilidade do setor público, mas também para concentrar a atenção da sociedade civil e dos governos no aprimoramento da aprendizagem e da inovação. Assim, a avaliação não apenas identifica “o que funciona e o que não funciona”, mas apresenta o aprendizado acumulado em um processo dinâmico[vi].

Os indicadores são instrumentos fundamentais para identificar, medir e descrever aspectos relacionados a um determinado fenômeno ou objeto da realidade a respeito qual o Estado decide por uma ação ou a omissão. A principal finalidade de um indicador é, portanto, traduzir, de forma mensurável (quantitativamente) ou descritível (qualitativamente), um ou mais aspectos da realidade dada (situação social) ou construída (ação), de maneira a tornar operacional o seu acompanhamento[vii]. Nesse contexto, o processo de construção ou seleção de indicadores deve buscar o maior grau possível de aderência a algumas propriedades que os caracterizem como adequados às políticas a que eles se referem. Da mesma forma, é preciso ter clareza sobre quais as dimensões a serem monitoradas dentro do contexto complexo da cidade, com vistas a uma gestão mais efetiva e possibilitando uma comunicação mais clara entre os atores da cidade[viii].

Principais Ferramentas

ISO 37120

Fundada em 1946, a International Organization for Standardization[ix] (ISO) é uma organização não governamental e independente de alcance mundial, que trabalha com estruturas de padronização nacionais. Seu trabalho é normalmente definido a partir de comitês técnicos da organização, realizado através da criação de padrões internacionais com alcance holístico e integrado ao desenvolvimento sustentável e resiliência.

A ISO 37120[x], com primeira edição publicada em 2014, é a primeira padronização global de indicadores municipais publicada pela ISO. Ela estabelece 100 indicadores comparativos globais, classificados em 17 temas[xi], e criados para auxiliar servidores e a gestão pública no acompanhamento da performance das cidades em relação ao a entrega de serviços públicos municipais e qualidade de vida.

ISO 37120
Áreas temáticas da ISO 37120

A ISO 37120 estabelece parâmetros e metodologias de uma série de indicadores para cidades, aplicáveis a qualquer cidade, município ou governo local que se comprometa a medir seu desempenho de maneira comparável e verificável, independentemente do tamanho e localização.

Esses indicadores podem ser utilizados para acompanhar e monitorar o progresso da cidade na atuação de serviços públicos e qualidade de vida, bem como prover assistência na definição de metas e monitoramento de resultados. O objetivo de alcançar o desenvolvimento sustentável indica que todo o sistema da cidade deve ser levado em consideração.

[Aproveite e acesse aqui a ISO37120 na íntegra – em inglês]

Programa Cidades Sustentáveis

O Programa Cidades Sustentáveis[xii] (PCS) é uma agenda de sustentabilidade urbana que incorpora as dimensões social, ambiental, econômica, política e cultural no planejamento municipal. Desde 2012, o PCS atua na sensibilização e mobilização de governos locais para a implementação de políticas públicas estruturantes, que contribuam para o enfrentamento da desigualdade social e para a construção de cidades mais justas e sustentáveis.

Estruturado em 12 eixos temáticos, alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o programa oferece ferramentas e metodologias de apoio à gestão pública e ao planejamento urbano integrado, além de mecanismos de controle social e estímulo à participação cidadã.

Programa de Cidades Sustentáveis
Eixos temáticos do Programa de Cidades Sustentáveis

As ferramentas do PCS incluem um conjunto de 260 indicadores relacionados às diversas áreas da administração pública, um painel de monitoramento para o Plano de Metas e um software que permite a comparação de dados e informações entre as cidades.

O PCS também oferece um banco de boas práticas com casos exemplares de políticas públicas no Brasil e no mundo, um programa de formação e capacitação para gestores públicos municipais, documentos de orientação técnica e conteúdos informativos para o público geral.

World Council on City Data

O World Council on City Data (WCCD) é o líder global em métricas padronizadas para cidades e implementa a ISO 37120 ao redor do mundo. Em 2014, desenvolveu o primeiro sistema de certificação internacional e o Registro Global de Cidades (Global Cities Registry), baseado na ISO 37120 e concentrado em uma plataforma on line de avaliação global de cidades .

O standard WCCD é um conjunto de 100 indicadores comparáveis globalmente, desenhado para ajudar as cidades a melhorar o desempenho anual em torno de 17 diferentes temas.

Certificações do World Council on City Data
Certificações do World Council on City Data

As cidades informam anualmente todos os indicadores, que são verificados por uma terceira parte independente e, a partir do desempenho, são conferidos selos de certificação. Atualmente, 71 cidades são analisadas ao redor do mundo. Destas, apenas Buenos Aires    (Argentina) e Bogotá(Colômbia) representam a América Latina. Nenhuma cidade brasileira faz parte da plataforma.


[i] Sachs JD. From Millennium Development Goals to Sustainable Development Goals. Lancet. 2012;379:2206–2211.

[ii] UNICEF. EVALSDGs (Evaluation-adding Value And Learning to the SDGs). 2015.

[iii] Ibdem.

[iv] Gertler PJ, Martinez S, Premand P, Rawlings LB, Vermeersch CMJ. Avaliação de Impacto na prática. 2a Edição. Washington D.C: Banco Mundial/BID; 2018.

Brasil. Guia metodológico para indicadores PPA 2016-2019. 3a. Brasília/DF: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômico; 2016.

[v] Ibdem

[vi] Derrico S. Developing national evaluation capacities in the sustainable development era: four keychallenges. 2016;2020:1–89.

[vii] Brasil. Guia metodológico para indicadores PPA 2016-2019. 3a. Brasília/DF: Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. Secretaria de Planejamento e Assuntos Econômico; 2016.

[viii] Bencke LR, Perez ALF. Análise dos principais modelos de indicadores para  cidades sustentáveis e inteligentes. Rev Nac Gerenciamento Cid. 2018;6.

[ix] https://www.iso.org

[x] https://www.iso.org/standard/68498.html

[xi] ISO. ISO 37120: Sustainable development of communities – Indicators for city services and quality of lie. First edition. Switzerland, 2014. 112 pgs.

[xii] https://www.cidadessustentaveis.org.br

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